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Expedicao Lilongwe Down - Africa num Range Rover (Parte 2)

Por Pedro Santos a domingo, 16 de janeiro de 2011

Expedição Lilongwe Down - África num Range Rover

Segunda parte desta viagem de Londres à Cidade do Cabo, na África do Sul, a bordo de um moderno Range Rover de 2007. Raymond e Nereide contam-nos as primeiras peripécias da sua aventura. Se não leste a primeira parte desta aventura, tens aqui a parte 1.

3000 quilómetros pela Europa
Chega finalmente o grande dia da partida. Apesar de várias festas de ano novo conspirarem para nos manterem por cá mais algum tempo, saltamos para dentro do Range sem qualquer tipo de hesitação. A Tower Bridge parece-nos um local apropriado para a partida. Tiradas as fotos da praxe seguimos em direcção ao continente. Temos cinco meses de viagem pela frente.

Atravessado o Eurotunel até à França, seguimos até Reims onde passámos a noite, aconchegados por um belo espumante local. De Reims seguimos para a Suíça, atravessando a fronteira em Basileia. Durante todo o percurso a temperatura nunca excedeu os 3 graus Celsius negativos, congelando no tempo as grandes extensões de neve branca que ladeavam a estrada.

Atravessámos os Alpes pelo Tunel Gottard, de 21 quilómetros de extensão, onde a temperatura chegou a descer aos 9 graus negativos. Sinceramente já estamos fartos do frio. Queremos Sol e calor...

Depois de uma breve paragem em Lugano seguimos para a Itália, que atravessámos de ponta a ponta. Em Ascona ainda apanhámos chuva intensa e neve, em jeito de despedida do tempo cinzento da Europa. Apanhámos o ferry em Bari (onde já fazia Sol), em direcção a Igoumenitsa na Grécia... mas não directamente. Apesar das relativamente boas condições do navio, este parava em todos os portos gregos, por mais pequenos que fosse. Tentámos descansar mas as condições tempestuosas do mar certificaram-se de que não iríamos dormir.

Com as rodas finalmente nas estradas gregas seguimos por uma extensa auto-estrada completamente vazia, que atravessava montes e vales por túneis e viadutos, sem uma única bomba de combustível. Praticamente sem combustível chegámos a Thessaloniki, onde passámos a noite. No dia seguinte seguimos até à fronteira com a Turquia, com o objectivo de chegar a Istambul. Sair do espaço Schengen foi fácil... mas entrar na Turquia nem por isso.

Expedição Lilongwe Down - África num Range RoverExpedição Lilongwe Down - África num Range Rover

Atravessando a Turquia.
A Turquia era um país que ambos queríamos visitar. Apesar de ser apenas um ponto de passagem nesta viagem, queríamos passar algum tempo em Istambul e fazer o trajecto a um ritmo moderado. Mas antes ainda tínhamos em entrar no País. Tendo saído da Grécia e do espaço da União Europeia, com relativa facilidade, encontravamo-nos agora na "terra de ninguém". Deparámo-nos com o posto fronteiriço, cujas autoridades são um misto de polícia e serviços de fronteiras. Este era um dos poucos países na viagem em que precisámos de obter um visto com antecedência. Não falavam inglês e nós certamente não falávamos turco por isso entregámos no primeiro posto todos os documentos que tínhamos. O agente mandou-nos avançar mas no posto seguinte começámos a ser enviados de um agente para outro sem que ninguém se dispusesse a autorizar-nos a entrada no país. Finalmente parece que acertámos com o agente correcto e fomos autorizados a seguir viagem. Estava difícil...

Expedição Lilongwe Down - África num Range Rover
Seguindo pelas estradas turcas, notámos de imediato a diferença para as estradas gregas. Estas eram esburacadas e tínhamos de partilhar o espaço com animais de carga e carroças, muitas vezes do lado errado da estrada, apesar de que o gasóleo é 30% mais caro que no Reino Unido. Havia lixo por todo o lado e tudo tinha um aspecto cinzento e deprimente. Para ajudar o Range decidiu fazer das suas, exibindo algumas mensagens de erro no computador de bordo. Pois claro, três anos e 50 mil quilómetros e nem um fusível rebentado e agora isto! Parámos, fizemos uma inspecção visual a tudo e não encontrámos nenhum problema. Voltámos para dentro do carro, ligámo-lo e... tudo bem. Sabe-se lá o que se terá passado com o Range.

Continuamos então para Istambul. Não esperávamos que fosse tão imensa e que as pessoas fossem tão hospitaleiras. Como seria de esperar perdemo-nos rapidamente nas caóticas e apinhadas ruas. Percebendo a nossa dificuldade um taxista sugeriu que o seguíssemos que ele conduziria até o nosso hotel. Aceitámos de bom grado e rapidamente estávamos no hotel. Apesar do taxista se recusar a receber pagamento não o deixámos ir sem uma devida recompensa. O pessoal do hotel não foi menos atencioso. Arranjaram um lugar para o Range mesmo em frente à entrada para que estivesse sempre vigiado. Tivemos boas experiências com a população da cidade mas também algumas menos boas. Avançando...

Expedição Lilongwe Down - África num Range RoverExpedição Lilongwe Down - África num Range RoverExpedição Lilongwe Down - África num Range RoverExpedição Lilongwe Down - África num Range Rover

Na zona nobre da cidade parecia que todos os carros eram de Solihull, tal a quantidade de Range Rovers e Land Rovers. Mas nenhum tinha uma tenda no tejadilho.Vimos algumas das atracções turísticas de Istambul e provámos da comida típica da zona. Passámos dois dias nisto até que era chegada a altura de voltar para a estrada e seguir viagem. Completamos mais um marco nesta aventura ao atravessar o Bósforo, o rio que separa a Europa da Ásia, e estávamos agora noutro continente.

Expedição Lilongwe Down - África num Range Rover
Queríamos agora compensar o tempo parados em Istambul, conduzindo o máximo que pudéssemos. Passámos Ankara e de seguida Adana, perto da fronteira com a Síria.Percebemos então que a Turquia é bastante montanhosa. De Istambul, que se encontra ao nível do mar, variávamos agora entre os 1200 e os 1500 metros de altitude. Ankara, a capital política do País, é bastante deprimente, seca, poeirenta e sem nada que apele a uma visita. Felizmente o hotel até era bastante acolhedor, o que não pode ser dito das imediações. Não nos atrevemos por isso a sair e jantámos por lá.

O caminho para Adana foi complicado. Apanhámos mau tempo e neve em algumas ocasiões, o que, combinando com a estrada completamente estragada, deu ao Range uma amostra do que vai ter de lidar em África. De qualquer forma portou-se bem. Chegados a Adana, na fronteira com a Síria, aproveitámos para tratar de uma série de coisas, antecipando a aproximação de África. Já tínhamos feito mais de 4000 quilómetros e seguiríamos no dia seguinte para a Síria, em direcção a Damasco.

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